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Mensagem do novo presidente Sr. Flavio Tsuyoshi Oshikiri
(Publicado no boletin no 105 - Abril de 2010)
Prezados Senhores Associados da Associação Yamagata Kenjinkai:
Ao se aproximar a Semana Santa, o clima vai ficando fresco e chuvoso, prenunciando a chegada do outono.
Meu nome é Flavio Tsuyoshi Oshikiri, e acabo de tomar posse como presidente desta associação. Gostaria de dirigir algumas palavras aos associados por meio deste boletim.
Na 57ª Assembléia Geral Ordinária realizada em 07 de fevereiro último, o presidente anterior Katsuya Araki retirou-se do cargo, e após a votação, fui eleito o novo presidente da Associação. Firmo o compromisso de me esforçar dentro da minha capacidade nos próximos dois anos, no sentido de imprimir alento à Associação junto com os senhores e permitir-lhes a participação prazerosa em todas as atividades. Conto com a orientação e a colaboração de todos.
Venho da interiorana cidade de Obanazawa, e em 1955, aos 17 anos, imigrei para a Colonia Tomé-Açu, a 250 km ao sul de Belém. “Estou em São Paulo desde o final de 1958”. Quando eu tinha exatamente 20 anos, concluí que não tinha vocação para o cultivo de pimenta-do-reino ou para a agricultura em si, e vim para São Paulo como primeiro desistente do projeto de Tomé-Açu.
Em São Paulo, trabalhei e ao mesmo tempo fiz faculdade, formando-me em Economia e Direito. Em 1973 obtive a nacionalidade brasileira, necessária para tirar o OAB. Do início de 1960 para cá, trabalhei cerca de 37 anos na Mitsubishi Corporation e na CBC, subsidiária brasileira da Mitsubishi lndústrias Pesadas, e em 1997 abri o escritório de advocacia na Capital.
Colaboro com a Câmara do Comércio e Indústria do Japão em São Paulo há mais de 20 anos como membro da Comissão Jurídica e da Comissão Trabalhista. Ficaria feliz se puder contribuir para a Associação com minhas experiências.
A associação de provincianos é uma entidade de confraternização. Penso que devemos discutir e estudar à exaustão na reunião da diretoria, sobre como deverá ser a Associação para bem servir aos associados e traduzir isso no programa de atividades. Prezarei tambem o intercâmbio internacional cultural, artístico e esportivo, e continuarei fazendo campanha junto a província-mãe para que muitos descendentes dos provincianos possam sempre estudar ou estagiar em Yamagata. Tendo em vista a falta de mão-de-obra decorrente da redução de população que o Japão enfrenta, prevê-se que no futuro próximo aquele país passará a aceitar imigrantes. Penso que nessa ocasião as associações de provincianos ou os nikkeis do Brasil poderão contribuir grandemente. Na gestão da Associação, quero dedicar atenção a intensificação de intercâmbio com os provincianos e as regionais que se espalham por este Brasil imenso, e tambem ao relacionamento com a Colonia Japonesa. De qualquer forma, pretendo cumprir meu mandato sem me esquecer de que a Associação deve existir em prol dos associados. Peço que dirijam as opiniões francas a mim ou a sra. Furuya da Secretaria.
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